quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Depois da Copa, as Eleições!

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Gavião Bueno – Bem, amigos da rede Bobo, vai começar mais um jogo entre o Governo e a Oposição. Vale uma vaga para a Presidência 2010. O PT vem sem muitas de suas estrelas. O time, ainda sente os desfalques de Delúbio, Marcos Valério e José Dirceu na armação das jogadas. Berzoini será o capitão, Nelson Jobim cuidará da defesa e Mantega e Meirelles serão os volantes de contenção. Dilma segue no comando do ataque, enquanto Lula e Palloci apoiam pelas laterais.
A oposição também já está definida para o jogo de hoje. Bornhausen, ACM Neto e Thomas Nono comandam o time pela direita. Arruda voltou a sentir uma lesão que sofreu em Brasília e foi substituído pelo Sérgio Guerra, que traz a faixa de capitão na tarde de hoje. Serra é o titular da camisa 10. Aécio Neves, destaque dos últimos campeonatos mineiros está na reserva. A camisa 11 está com a jovem revelação carioca, Índio da Costa. O Virgílio, com seu estilo brigador, segue no comando do ataque, com Rodrigo Maia aparecendo pela direita e Heloísa Helena caindo pela extrema esquerda. 

Casagrande, quais são as suas expectativas para o jogo de hoje?
Casagrande – Gavião, dá pra ver que uma orientação do técnico Tasso Jereissati é que o Índio marque forte, jogue duro. Mas, a oposição deve tomar cuidado com o descontrole de alguns de seus jogadores, pois um cartão vermelho pode por tudo a perder. O Governo tem que fazer o jogo dele, tocar a bola, comparar os números e deixar o tempo passar. O grande craque do Governo é o Lula. Se a oposição deixar a bola chegar em condições ele deixa a Dilma na cara do gol!

Junior, o que você destaca no esquema tático dos times?
Junior – Bem, Gavião, o Governo aposta no jogo em Bloco do MERCOSUL. Todos se atacam e todos se defendem. A oposição joga em outro estilo, explorando as tabelinhas bilaterais com europeus e americanos. A oposição não quer os bad boys Ahmadinejad, Chávez, Morales, Romário e Edmundo em campo, e vai utilizar a linha de Impedimento para evitar que Lula tabele com Dilma enquanto o governo promete marcar pressão no Serra o tempo inteiro.

Gavião Bueno – E a Marina Silva, Junior?
Junior – As pessoas as vezes esquecem da Marina, mas ela pode ser fundamental nesse jogo. Resta saber se ela vai jogar pela esquerda ou pela direita! É um jogo onde tudo pode acontecer. É com você, Gavião!

Começou! Vale uma vaga para a Presidência 2010. Vai que é tua, Sérgio Guerra! É falta. Falta de decoro!!!

P.S – Com o patrocínio da Caixa 2 Econômica Federal, voltamos com a continuação desse jogo logo mais à noite!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dicas para o dia dos Pais

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Tony Judt - Reflexões sobre um Século Esquecido
Sinopse:

Em Reflexões sobre um século esquecido, 1901-2000, Tony Judt nos previne sobre a tentação de ver o século XX como uma era de extremos políticos, de erros trágicos e de escolhas impensadas; uma época de ilusões à qual conseguimos sobreviver.

No século recém-acabado, havia amplo debate sobre a política internacional, o pensamento social e o ativismo social calcado no bem maior. Não sabemos mais conversar sobre esses conceitos e já esquecemos o papel desempenhado pelos intelectuais ao discutir, transmitir e defender as ideias que moldaram o tempo deles.

Reflexões resgata aspectos essenciais do mundo que passou e ressalta a importância que ainda têm para nós, agora e no futuro. Nesta coletânea de 24 ensaios, publicados originalmente entre 1995 e 2006 em The New Republic, The New York Review of Books, The Nation, Há'aretz, The London Review of Books e Foreign Affairs, Tony Judt lembra o leitor do imenso poder das ideias, ao discorrer sobre o apelo do marxismo no século XX, agora praticamente inexplicável.

Analisa o declínio dos intelectuais como força social e examina a ascensão e queda do Estado na esfera publica das nações ocidentais. Discute os Estados Unidos, sua política externa e o destino do liberalismo.

A cada dia que passa desde a primeira publicação, estes ensaios marcantes crescem em relevância e força intelectual.

domingo, 1 de agosto de 2010

Vale a Pena Ver de Novo?

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Com a ausência de bons roteiristas e dramaturgos no mercado audiovisual norte americano tornou-se comum o remake cada vez mais precoce de obras que alcançaram sucesso no cinema. Hollywood perdeu a vergonha e está adaptando filmes com menos de dez anos de produção. A comédia inglesa Morte no Funeral(2007) teve uma adaptação com atores americanos que será lançada em dvd no próximo mês. No Brasil, a TV Globo ocupa um espaço permanente em sua grade vespertina com a reprise de uma novela que vem sob o título "Vale a Pena Ver de Novo". Cabe peguntar: Vale realmente a pena? Bom, essa é uma pergunta retórica, visto a qualidade sofrível da teledramaturgia que é exibida.

Outro nicho parece estar em crise de criatividade e mostra que não é exclusividade da Globo, nem de Hollywood os "remakes" precoces e sem sentido. A alguns dias, a campanha da coligação PSDB-DEM desenterrou um péssimo filme de terror que já foi exibido nas campanhas anteriores sempre no horário nobre da TV brasileira. A mesma campanha (do medo) feita àquela época, continua a fazer a cabeça de setores do PSDB-DEM. A declaração contundente (para dizer o mínimo) do candidato a vice na chapa de José Serra a respeito do PT foi a chamada "estratégia de marketing" para o lançamento da candidatura, uma espécie de trailer:



Essa tática do medo desqualifica o debate político na tentativa de criar uma atmosfera de demonização do adversário, no caso, o PT e sua candidata. Em 2002, em um clássico (e patético) filme, a atriz Regina Duarte dizia, apavorada, ter medo de Lula. A produção, causou constrangimento e passou para a história como um exemplo do "terrir", gênero no qual utilizam-se os clichês dos filmes de terror com a consequência do riso. Nada de novo na Sucupira nacional.  Odorico Paraguaçu está em cartaz com uma nova versão de O Bem Amado nos cinemas. Tomara que o filme do PSDB/DEM ceda lugar a outro com um roteiro mais original.

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