domingo, 10 de outubro de 2010
Testify - Rage Against The Machine
Postado por
moviola
0
comentários
Uma das poucas coisas que se salvam neste festival que pega carona na moda ambiental-sustentável é o grupo norte americano Rage Against The Machine.
O cantor do grupo, Zach de La Rocha, é admirador do linguista americano Noam Chomsky (uma das poucas vozes dissonantes na América pós 11/09), e conhecido por suas manifestações políticas, como a que fez contra Joe Arpaio, delegado americano que prendeu centenas de imigrantes, violando direitos civis básicos e gerando inúmeras queixas de discriminação contra a população hispânica, a qual compõe grande parte dos imigrantes indocumentados do Arizona.
Durante o show no Brasil, ele dedicou a música People of the Sun para o Movimento Sem Terra. People of the Sun
Pasmem! Diferente de muitos, de La Rocha pensa e tem idéias próprias que fogem do simples preconceito e da indignação conservadora. Vejam o vídeo abaixo!
sábado, 9 de outubro de 2010
Moviola indica > Pelos Meus Olhos (Espanha)
Postado por
moviola
0
comentários
história de Pilar; uma mulher que, numa noite de inverno, foge de casa levando consigo somente o filho e poucos pertences. Ela sabe que o marido vai procurá-la e isso a deixa apavorada. Ao longo do filme, as personagens vão revelando um fascinante quadro familiar, através do qual saberemos quem é quem e onde os conceitos de lar, amor e proteção se confundem com angústia, dor e medo.
Um filme que aborda o tema da violência entre marido e mulher de forma honesta e realista.
A diretora espanhola Icíar Bollaín já filmou outros três longas, após este, ainda inéditos no Brasil.
Um filme que aborda o tema da violência entre marido e mulher de forma honesta e realista.
A diretora espanhola Icíar Bollaín já filmou outros três longas, após este, ainda inéditos no Brasil.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
E por falar em censura…
Postado por
moviola
0
comentários
Maria Rita Kehl é demitida do Estadão após coluna contra o obscurantismo
A liberdade de expressão é um direito universal ou só de uma casta? O Estado de S. Paulo, ao que parece, escolheu a segunda opção. O mesmo jornal que informa diariamente aos seus leitores o número de dias que está supostamente sob censura, decidiu enviar ao gulag a colunista Maria Rita Kehl.
Renomada psicanalista, ela mantinha coluna regular aos sábados no jornal. Até que no dia 2 de outubro ousou publicar um artigo intitulado “Dois pesos”. Passados quatro dias, Rita Kehl recebeu um aviso: sua coluna seria extinta. Surpresa, pediu reconsideração. Mais surpresa ainda, deu-se conta de que o assunto já corria pela internet como rastilho de pólvora.
Na quarta-feira 6, ela estava demitida e o assunto era um dos mais comentados pela rede. No dia seguinte, chegou a ocupar o topo da lista dos mais falados pelo Twitter no mundo e manteve a liderança entre os brasileiros.
Para compreender o ocorrido é inevitável ler o texto. É um libelo contra o preconceito disseminado pela internet e comum entre a “minoria branca”, durante as semanas finais de campanha eleitoral. Com a percepção aguçada de psicanalista, desmontava as “correntes” que descreviam “casos verídicos” a comprovar que os programas sociais do governo federal formavam seres vagabundos e incapazes de votar de forma qualificada.
Com argumentos irretocáveis, Rita Kehl concluía seu artigo: “Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos”.
O diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S. Paulo, Ricardo Gandour, afirmou à imprensa que não houve censura, mas revezamento de colunistas.
Entendemos que o Estadão, como empresa particular, tem o direito de escolher quem escreve em suas páginas. Fica acertado, porém: o jornal paulista não deve mais se valer do epíteto de publicação independente ou pluralista.
Para ler o texto de Maria Rita Kehl publicado no Estadão, clique aqui.
De Carta Capital.
Assinar:
Postagens (Atom)


