quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Chico Buarque e Leonardo Boff chamam artistas e intelectuais para manifesto por Dilma Presidente, no Rio de Janeiro, dia 18/10

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MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff.

Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff, Chico Buarque, Fernando Morais, Emir Sader, Eric Nepumuceno

Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e Dilma

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

Leonardo Boff

"Pilatos não pode mais lavar as mãos com sabonete verde. Lamentável que Marina e o PSOL estejam “pensando”. Os que morrem de fome, de pancada, os que foram torturados e mortos, esses não tiveram ......esse confortável tempo para optar. A reação, desde a Comuna de Paris, desde os Espartaquistas, sempre matou mais rápido, enquanto gente do “Bem” pensava..."

EU VOTO DILMA-13


ALDIR BLANC MENDES





E, se você puder, divulgue aos seus amigos do Rio para participarem do ATO POLITICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, dia 18 de outubro, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de janeiro).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Algo de podre no reino dos Bonner, Frias, Marinho, Gandour... 1989 é logo ali!

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Em época de eleição, a grande mídia não exita em mostrar seus afiados dentes arvorando-se a contribuir com o processo eleitoral,  não da forma que se espera, como espectadora privilegiada e espaço de debates em igualdade de condições para espectros políticos conflitantes, mas empenhada em assustar a população contra candidatos e partidos contrários a seus interesses. Conseguiram êxito em 1989, 1994 e 1998, onde o papelão da Globo na edição do ultimo debate presidencial de 1989, é o exemplo mais nítido e constrangedor.

De lá pra cá, essa partidarização excessiva dos meios de comunicação aconteceu em maior ou menor escala. Os antigos donos do poder engoliram, mas nunca digeriram a eleição de Lula e do PT. Tentaram, mas não conseguiram evitar a eleição (e reeleição) do ex-metalúrgico que desafiou aqueles que imaginavam ser a presidência lugar apenas para a velha aristocracia.

O fato é que Dilma não é Lula. Dilma não tem o carisma nem a popularidade de Lula. Pouco importa suas propostas e idéias. Para os barões da mídia tupiniquim, esse é o momento de retomar o poder que sempre lhes pertenceu e, agindo assim, tornam-se uma grande máfia corporativa. A chamada editorialização da notícia é sua arma mais frequente e, agora, acompanham movimentos mais grosseiros e criminosos. Despedem quem escreve a favor do governo, ocultam informações prejudiciais a determinado candidato, destacam e até criam, como agente ativo, informações prejudiciais a outro candidato. Claro, a equação é sempre a mesma. Prejudicado: Dilma x Favorecido: Serra.

Alguns fatos recentes comprovam meu argumento:

1)Estadão demite Maria Rita Kehl após artigo favorável ao governo Lula.

Os motivos apresentados para justificar a demissão da psicanalista pelo jornal são frágeis e caem já no primeiro questionamento: a circusntância. Há de se convir que a véspera de uma eleição presidencial não é o momento mais apropriado para isso. O segundo argumento (o espaço seria destinado a psicanálise e esse não era o foco dado pela autora nas ultimas colunas) supõe a psicanálise como matéria reduzida e que não pode responder a questões diversas da sociedade atual, como a política. Lógico, nenhuma dessas hipóteses convence. O motivo real explicita o caráter covarde dessa instituição: calar, num momento de debate nacional, uma das partes. Exatamente o mesmo procedimento adotado pela ditadura.


2) A Folha de São Paulo anunciou neste sábado: “O Ministério Público Militar deu parecer favorável à Folha no mandado de segurança protocolado pelo jornal no STM (Superior Tribunal Militar) para ter acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão durante a ditadura militar (1964-1985)”.
 
As relações entre o PSDB e a família Frias (donos do jornal) são conhecidas, portanto, nada mais justo que o candidato mande seus aliados difundir as justificativas mentirosas de uma ditadura para prender e torturar a adversária dele. Lembremos que, para prender quem ousava enfrentar o regime (muitos não tiveram essa coragem) era preciso acusá-los de crimes sérios, tais como roubo, assassinato, entre outros.

3)  A Globo (claro, não poderia faltar) tem inúmeros exemplos, o mais recente foi a ocultação de um evento em seu telejornal mais visto, o Jornal Nacional. O que é importante detectar não é a pluralidade na forma de dar uma noticia, mas a negação de um fato, ocorrido sem opção de questionamentos, em favor de um candidato. Vejam a diferença entre Band e Globo.


4) A revista Veja dispensa comentários e exemplos.

Quando perguntado, em sabatina do jornal O Globo, se achava que a mídia estaria ao lado do governo, Serra disse: "Eu não poderia dizer isso. Realmente, acho que a mídia cumpre seu papel".

E que papel...

Assine o manifesto de perplexidade diante do afastamento de Maria Rita Kehl: 
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/7204


“A mídia é livre, o que não quer dizer que seja boa.” Franklin Martins.


 Por Christian Fischgold.


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