"A vida é um colar. Eu dou o fio, as mulheres dão as missangas. São sempre tantas as missangas." É assim que o donjuanesco personagem do conto "O fio e as missangas" define a sua existência. Fazendo jus a essa delicada metáfora, cada uma das 29 histórias agrupadas alia sua carga poética singular à forma abrangente do livro como um todo - vale dizer, ao colar em questão. Com um texto de intensidade ficcional e condensação formal raras na literatura contemporânea, Mia Couto demora-se em lirismos que a sua maestria de ourives da língua consegue extrair de uma escrita simples, calcada em grande parte na fala do homem da sua terra, Moçambique, um pouco à maneira de Guimarães Rosa, ídolo confesso do autor.
Não por acaso, a maioria dos contos de O fio das missangas adentram com fina sensibilidade o universo feminino, dando voz e tessitura a almas condenadas à não-existência, ao esquecimento. Como objetos descartados, uma vez esgotado seu valor de uso, as mulheres são aqui equiparadas ora a uma saia velha, ora a um cesto de comida, ora, justamente, a um fio de missangas. "Agora, estou sentada olhando a saia rodada, a saia amarfanhosa, almarrotada. E parece que me sento sobre a minha própria vida", diz a narradora de uma dessas belíssimas "missangas" literárias.
terça-feira, 31 de março de 2009
Livro de contos de Mia Couto é lançado!
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moviola
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"A vida é um colar. Eu dou o fio, as mulheres dão as missangas. São sempre tantas as missangas." É assim que o donjuanesco personagem do conto "O fio e as missangas" define a sua existência. Fazendo jus a essa delicada metáfora, cada uma das 29 histórias agrupadas alia sua carga poética singular à forma abrangente do livro como um todo - vale dizer, ao colar em questão. Com um texto de intensidade ficcional e condensação formal raras na literatura contemporânea, Mia Couto demora-se em lirismos que a sua maestria de ourives da língua consegue extrair de uma escrita simples, calcada em grande parte na fala do homem da sua terra, Moçambique, um pouco à maneira de Guimarães Rosa, ídolo confesso do autor.
Não por acaso, a maioria dos contos de O fio das missangas adentram com fina sensibilidade o universo feminino, dando voz e tessitura a almas condenadas à não-existência, ao esquecimento. Como objetos descartados, uma vez esgotado seu valor de uso, as mulheres são aqui equiparadas ora a uma saia velha, ora a um cesto de comida, ora, justamente, a um fio de missangas. "Agora, estou sentada olhando a saia rodada, a saia amarfanhosa, almarrotada. E parece que me sento sobre a minha própria vida", diz a narradora de uma dessas belíssimas "missangas" literárias.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Resultado da promoção "Rimbaud na Africa"
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moviola
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A resposta é "Eclipse de uma Paixão", filme dirigido pela diretora polonesa Agnieszka Holland.
Caro bbonifacio(!!), Parabéns!
Na proxima terça (31/03) a partir das 16h pode retirar seu livro na Moviola. (Rua das Laranjeiras 280 - loja C).
Favor trazer identidade ou CPF originais.
em breve mais promoções.
Promoção Rimbaud na África
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moviola
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Responda a pergunta sobre o poeta francês Arthur Rimbaud e ganhe o livro "Rimbaud na África", escrito por Charles Nicholl!
O livro do escritor britânico Charles Nicholl traça um panorama de um período pouco abordado da vida de um dos maiores gênios literários da língua francesa. O autor se utiliza de diferentes saberes — história, psicologia, literatura, antropologia. — para traçar um perfil completo do poeta: da infância à morte precoce aos 37 anos.
Qual o nome do filme que retrata a juventude do poeta e sua relação com o escritor Paul Verlaine?
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