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terça-feira, 7 de junho de 2011

Nossos cursos e oficinas do mês de junho.

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GRUPO DE LEITURA E REFLEXÃO: Vasos Sagrados: mitos indígenas brasileiros e o encontro com feminino
A busca do sentido da vida, a complexidade das relações homem/mulher, e a preservação da Natureza são temas sempre atuais e cada vez mais pertinentes em nossos dias.
O diferencial desta oficina é que o fio condutor que nos levará até o tema tem origem milenar. Através do conteúdo de mitos indígenas brasileiros penetraremos nessas questões e seremos conduzidos, naturalmente, à possibilidade de novas abordagens ao tratá-las.
A Moviola traz a autora de Vasos Sagrados - Mitos Indígenas Brasileiros e de O Encontro com o Feminino (Ed. Rocco), a terapeuta cultural Maria Inez do Espirito Santo, para um encontro muito especial. Garanta sua vaga e inscreva-se através do moviolaonline@gmail.com
Pensar as mais desafiadoras questões contemporâneas, a partir da sabedoria milenar de nossos antepassados indígenas – esta é a proposta que o livro “Vasos Sagrados – mitos indígenas brasileiros e o encontro com o feminino” Ed. Rocco, de autoria de Maria Inez do Espírito Santo, oferece ao público leitor. O livro trata da complexidade das relações humanas e em especial da relação homem/mulher, usando a mitologia indígena como a fonte de reflexão sobre este tema.
Trata-se de um trabalho pioneiro de contação e interpretação de nossos mitos, estabelecendo detalhada análise comparativa com outros mitos universais, que atesta a qualidade do conteúdo da cultura milenar de nossos ancestrais, apontando novas possibilidades de integração das diferenças individuais, para harmonia e desenvolvimento mais satisfatório das relações entre os seres humanos.
Escrito por uma terapeuta cultural (educadora e psicanalista), com a finalidade de difusão do valor de nossa genuína cultura, o texto usa os mitos indígenas como fonte de reflexão sobre a complexidade das relações humanas, oferecendo material muito importante para o processo de autoconhecimento .
Os mitos recontados em meu livro "Vasos Sagrados" trazem a reflexão sobre a busca humana por um sentido da vida (Ceiuci), passam pela conquista do fogo e a instituição do conceito de propriedade e do desejo de dominação (Jurupari), tendo como consequência o pensar sobre a relação homem/mulher, fundadora da família e da sociedade patriarcal e deflagradora dos estranhamentos causados pelas diferenças individuais (Akarandek). No último capítulo, o mito A Mulher de Barro traz a possibilidade de se compreender e acolher, por uma perspectiva muito mais ampla e rica, o encontro das diferenças de gênero. Estes mitos milenares, preservados pela transmissão oral, que falam de uma questão sempre tão atual: a complexidade das relações humanas. E o que é melhor: apontando possibilidades de transformação e harmonia.”
Para quem? Homens e mulheres adultos, interessados na obra, em seu processo pessoal de desenvolvimento afetivo e na construção de relações interpessoais mais verdadeiras e enriquecedoras.
A Autora e coordenadora do grupo: O percurso profissional de Maria Inez do Espirito Santo (que se dedica atualmente a escrever, ao trabalho clínico e à coordenação de Grupos de Leitura e Reflexão e de Oficinas, a partir de livros que tratam de questões culturais) inclui experiências das mais variadas, que sempre enriqueceram e ampliaram sua visão dos seres humanos e das relações possíveis entre eles. Embora, como embasamento para a clínica, tenha optado pela Formação em Psicanálise, gosta de se nomear Terapeuta Cultural, porque usa a essência da cultura (através dos mitos, os contos, a música e os trabalhos de mão) como material transformador e curativo para os males decorrentes da própria cultura adoecida.
15/06/2011 // Horário: 18:30h às 20:30h //
R$ 200,00 (4 aulas, sempre às quartas) :: Formas de pagamento: Dinheiro, cheque ou cartão débito / Pagamento antecipado.
INSCRIÇÕES ABERTAS! FAÇA SUA RESERVA ATRÁVES DO EMAIL: moviolaonline@gmail.com

OFICINA DE JORNALISMO CULTURAL - "A escrita da resenha e crítica cultural"
A oficina propõe, através de textos e exercícios, uma discussão sobre a crítica cultural em jornais com ênfase no lado prático, valendo-se de filmes, contos, quadros, etc.
Como se lê um livro para uma resenha? Como se organiza uma resenha? Qual o papel do jornalista cultural?
Curadoria: VINÍCIUS JATOBÁ é jornalista cultural e colabora com resenhas e artigos para a revista Carta Capital e o jornal O Estado de S. Paulo. Possui o blog "Outra Babel" no site da revista Bravo! Já escreveu para o Portal Terra e atua como jornalista cultural em periodicos desde 2001. Doutorando em estudos de literatura na PUC-Rio. Cursou Roteiro e Direção pela NYFA (New York Film Academy).
MÓDULO AVANÇADO: 21/06/2011, terça // Horário: 18:30h às 20:30h
MÓDULO BÁSICO (nova turma): 23/06/2011, quinta // Horário: 18:30h às 20:30h
R$ 200,00 por módulo (4 encontros cada) :: Formas de pagamento: Dinheiro, cheque ou cartão débito / Pagamento antecipado.
INSCRIÇÕES ABERTAS! FAÇA SUA RESERVA ATRÁVES DO EMAIL: moviolaonline@gmail.com

OFICINA BREVE HISTÓRIA DO CINEMA: O Olhar dos Diretores.
Esta oficina pretende contar, ainda que de uma forma breve, a história do Cinema vista através das obras e idéias de seus diretores, reacendendo o debate em torno ao Cinema de Autor , buscando identificar quando surgiu o conceito de autoria no Cinema, quando este debate se fez mais presente, quando se diluiu e qual é o sentido em ainda debater esta questão nos dias atuais.
Curadoria: Flávio Kactuz é historiador e professor de Cinema, com extensa formação artística em teatro, graduado em História e Mestre em Comunicação Social pela PUC-RIO. Estudou na Itália, França e Ilha de Bali, realizando significativos trabalhos como ator e diretor em filmes digitais e espetáculos de Teatro. Trabalhou como curador de Cinema do Museu Imperial em Petrópolis. Em 2006 organizou o livro “Daqui onde estou dá pra ver o Brasil”.
25/06/2011, Sábado // Horário: 16h às 19h
R$ 200,00 (4 aulas, sempre aos sábados) :: Formas de pagamento: Dinheiro, cheque ou cartão débito / Pagamento antecipado.
INSCRIÇÕES ABERTAS! FAÇA SUA RESERVA ATRÁVES DO EMAIL: moviolaonline@gmail.com

2º HARMONIZAÇÃO DE CERVEJAS E PRATOS COM EDUARDA DARDEAU
Nosso bistrô possui mais de 40 rótulos de cervejas, entre nacionais e importadas, e deliciosos pratos e petiscos. Taí uma excelente oportunidade de conhecer um pouco mais e se aprofundar no mundo cervejeiro!!
Harmonização do dia:
1. Hoegaarden com salada carioca

2. Bierland Vienna com rosbife

3. Bamberg Rauchbier com salaminho ao curry

4. Baltika n.6 porter com brownie e calda de chocolate
Curadoria: Eduarda Dardeau - Cervejeira caseira desde 2009. Criou a Rosas, uma Red Ale com pétalas de rosas com 6% alc. e a Sex-a-Holic, uma Pale Ale com pimenta malagueta com 7% álc, entre outras. Integrante do grupo FemAle Carioca e irmã e prima dos fundadores da Acerva Carioca.
30/06/2011, Quinta // Horário: 19h
R$ 85,00 por pessoa:: Formas de pagamento: Dinheiro, cheque ou cartão débito / Pagamento antecipado.
INSCRIÇÕES ABERTAS! FAÇA SUA RESERVA ATRÁVES DO EMAIL: moviolaonline@gmail.com

sábado, 7 de maio de 2011

Inscrições abertas! Oficina jornalismo cultural :: A escrita da resenha e jornalismo cultural, com Vinícius Jatobá

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O texto do jornalista Vinícius Jatobá é uma prévia do que será discutido na oficina de jornalismo cultural na Moviola. Inscrições abertas!

O suplemento literário do New York Times é, claramente, a mais fraca da cobertura cultural do poderoso jornal. É inconsistente e previsível, quando não absurdamente mal escrito. Há momentos luminosos, mas é sempre uma leitura superficial e rasteira. O problema talvez seja mais do péssimo momento literário estadunidense. Se Philip Roth, um ótimo autor cujos novos livros sempre leio, tivesse publicado nas décadas de 1940-60 dos EUA, ele seria claramente um escritor de terceira linha. O que não é ruim, de forma alguma, nem diminui a argúcia de Roth: apenas indica como a arte literária estadunidense era elevada, inclusive no romance de entretenimento policial, naquele período. Foi a Era de Ouro da literatura estadunidense. Os críticos do NYT têm que se virar com que existe no mercado editorial deles, e uma vez que os EUA não traduzem, os críticos vivem com as mãos atadas.

No entanto, o recente especial Why criticism matters do NYT foi interessante. Li todos os artigos com atenção. É um investimento inesperado e excêntrico dos editores do jornal. Escrevo resenhas de livros a uma década. E a cada vez que escrevo uma resenha, sempre me surge a questão da utilidade daquilo. A resposta padrão seria “ajudar na discussão cultural, separar o joio do trigo no caos contemporâneo” e um longo etcétera. Essa resposta não me satisfaz porque não reflete realmente o que penso quando escrevo uma resenha. Desde que li o especial ponderei sobre essa atividade que exerço por uma década já, e é realmente difícil determinar uma razão, um motivo e uma missão para a crítica. Cada resenha me parece muito particular.


O ponto de partida é factual: lê-se de forma diferente quando a intenção é escrever uma crítica. A relação que se tem com o livro determina o lugar de onde se lê esse livro, e a relação de um crítico com o livro é sempre frustrante porque um bom livro provoca muitas possibilidades de leituras, dezenas de fios possíveis. Então, é necessário escolher um impulso essencial. Há críticos que querem educar e gerar conhecimento, iluminar os leitores; outros que possuem uma agenda secreta e escrevem em jornais com imensa circulação para duas ou três pessoas; alguns desejam a comunhão, se integrar com certo grupo, e suas resenhas parecem propostas de namoro. Eu sempre desejei que o livro fosse lido. Parto desse ponto: quero seduzir o leitor a ler o livro porque esse livro me importa. Isso sempre limitou a imensa maioria de minhas resenhas à um grupo muito limitado de possibilidades porque o mercado editorial brasileiro publica muita coisa chata. Mas essa escolha tornou minha atividade de crítico uma festas sem fim: escrever apenas sobre o que gosto. Minha posição de crítico é hedonista: o que eu gosto e me dá prazer. E tento passar esse entusiasmo ao leitor.

Essa escolha pelo prazer, no entanto, entra em tensão com o caráter mais básico do jornalismo: informar. A posição do jornalismo hoje é completamente fragilizada pelo excesso do mundo contemporâneo: tudo é demais. Vivemos mergulhados, quando citadinos, em uma maré de estímulos. A informação hoje está disseminada (não digo democratizada, o que não é verdade), e o jornalismo parece confuso diante desse universo de coisas ágeis e frenéticas. O jornalismo cultural, principalmente, parece não se encontrar com muita facilidade. O jornalista que dá todas as coordenadas ao seu leitor, que informa datas de nascimento, que se limita a informar detalhes que o leitor pode encontrar em excesso em menos de um segundo em qualquer sistema de busca da internet, esse jornalista está à deriva. O leitor que se debruça sobre um suplemento literário tem acesso à toda essa informação, e suspeito que boa parte dos suplementos se tornaram obsoletos porque os críticos e jornalistas escrevem textos que são abertamente redundantes. Pode parecer equivocado, mas a função do crítico não é mais informar: é contagiar.
Sempre me pareceu contraditória a posição de objetividade do jornalista cultural: textos frios e calculados, com frases papai-e-mamãe, apegados aos famosos leads, etcétera. Livros provocam emoção – mesmo que seja de natureza racional. “O que pensa em mim está sentindo”, escreveu o poeta, e há insuspeitado Eros inclusive no onanista catedrático. O que me espanta é a luta dos suplementos para retirar toda e qualquer sombra de prazer de seus textos. É impossível escrever sobre livros ou cinema sem o uso de adjetivos, porque somente prazeres cínicos vêm desacompanhados; e toda essa assepsia provoca o estado das resenhas atuais: o medo do advérbio, a obsessão pelo ponto-final, o terror ao ponto-e-vírgula, o exílio do travessão. Correção, estoicismo, total bons-modos à mesa: e um total desinteresse do público ao que os suplementos oferecem.

É por isso que acredito ser a função do jornalismo cultural, e da crítica literária, contagiar e entreter. Contagiar, porque tem carga emocional, porque leva o público ao livro, porque encontra formas de transformar a literatura (ou cinema) de objeto à instrumento. E entreter porque deve ser escrita de forma a roubar o foco do leitor para o texto: seja pelo adjetivo bizarro, pela sintaxe maliciosa, o texto deve sempre colocar o leitor numa posição de se perguntar sobre o quê, afinal, está lendo. E deve entreter porque ninguém deveria ocupar o espaço público para entediar as pessoas. Como o século passado foi o século que encontrou seu maior vilão na “massa”, os abundantes pernósticos de plantão foram velozes em criar uma separação que nunca existiu antes na história cultural: cultura de massa e cultura “cultura”. Poucas palavras foram tão degradadas quanto entretenimento, a ponto de hoje ser quase um xingamento. Qualquer artista hoje em dia tem horror a dizer que quer entreter as pessoas (até mesmo pelo simples fato de que, no fundo, não deve possuir o domínio técnico e a argúcia necessários para raptar a atenção da audiência e/ou leitor). E creio que a função da crítica é apenas essa: raptar essas mentes, contagiá-las com emoção e idéias, e devolvê-las ao mundo com algum enlevo estético.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Novos cursos e Oficinas na Moviola, inscrições abertas!

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Maiores informações sobre os cursos em: www.moviolalivraria.com.br/cursos.html
Inscreva-se através do email: moviolaonline.com.br

segunda-feira, 22 de março de 2010

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