segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Crônica de um Amor Louco (1981) - um filme com "estilo".

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O filme é livremente baseado na vida do escritor Charles Bukowski e seus contos. Vale pela atuação impressionante de Ben Gazzara, principalmente na cena inicial, em que recita um poema, bêbado, num teatro decadente; Chega de papo-furado e vamos direto ao que chamamos de 'Arte'…

"Estilo. Estilo é a resposta de tudo. É um jeito especial de fazer uma tolice ou algo perigoso. Antes fazer uma tolice com estilo, do que algo perigoso sem estilo. Fazer algo perigoso com estilo é o que eu chamo de arte. Uma tourada pode ser arte. O boxe pode ser arte. Amar pode ser arte. Abrir uma lata de sardinha pode ser arte. Poucos têm estilo. Poucos mantêm o estilo. Já vi cães com mais estilo que os homens, Apesar de que poucos cães têm estilo. Gatos tem mais estilo. Quando Hemingway estourou seus miolos, teve estilo. Há pessoas que dão estilo. Joana D’Arc tinha estilo. João Batista, Jesus, Sócrates, César, Garcia Lorca. Conheci homens na prisão com estilo. Conheci mais homens na prisão com estilo do que fora. Estilo faz a diferença. O jeito de se fazer. O jeito de ser feito. Seis garças tranquilas na beira de um lago ou você, saindo nu do banheiro sem me ver."

sábado, 8 de novembro de 2008

Nouvelle Vague Indiana

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O Centro Cultural Banco do Brasil realiza a mostra de cinema "Nouvelle Vague Indiana", que amplia o conhecimento dos cinéfilos brasileiros sobre os filmes de arte na Índia em geral e dos filmes que representaram a chamada Nouvelle Vague indiana em particular, abordando obras clássicas, além de filmes precedentes e contemporâneos que estabeleceram um diálogo com o movimento. Com curadoria de Gisella Cardoso e produção da Casa Cinco, a mostra revela um cinema indiano de notável relevância artística. A maioria dos 20 títulos selecionados , são inéditos no Brasil e vêm da Índia especialmente para o evento.Todas as exibições têm legendas eletrônicas e proporcionam uma oportunidade ainda mais especial para assistir aos filmes. Na grade, destaque para a exibição pela primeira vez no país de filmes de diretores de extrema relevância como Mrinal Sen (foto em destaque), Mani Kaul, Shyam Benegal, Adoor Gopalakrishnan e Saeed Mirza, que vêm tendo seus filmes descobertos e reconhecidos pela crítica internacional. A presença da trilogia de Apu de Satyajit Ray, ilustrando a filmografia precedente, e de alguns filmes mais contemporâneos de diretores que estrearam na Nouvelle Vague e que levaram adiante muitas das propostas da época, são os outros destaques da programação. Evento: Mostra Nouvelle Vague Indiana Estréia: 11 de novembro ( até 23 de novembro ) Local: Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro Endereço: Avenida Primeiro de Março 66 – Centro – RJ Tel: 21.3808-2007 Capacidade: 102 lugares Censura: 12 anos

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Arca Russa

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Alfred Hitchcock foi o primeiro a idealizar um filme em tempo real, onde a impressão era que não havia cortes durante as filmagens. Como a tecnologia disponível à época não permitia ao diretor realizar sua idéia, a saída foi camuflar os cortes do espectador. Assim, Festim Diabólico (1948) foi feito com apenas oito cortes todos sutilmente escondidos em takes que fechavam, ora nas costas dos atores, ora em móveis do cenário. A idéia de Hitchcock só foi concretizada em plenitude quase sessenta anos depois quando o cineasta russo Aleksandr Sokurov realizou o que ele havia idealizado. Mais que um filme sem cortes, Sokurov fez uma obra grandiosa na concepção e na realização, com números impressionantes: mais de 2.000 atores e figurantes perpassam 300 anos de história em mais de trinta salas do museu Hermitage, de São Petesburgo. Poucos artistas, mesmo os oriundos da rígida escola russa, poderiam conceber e dirigir uma Babel como esta Arca Russa. O filme – como era de esperar, pela natureza da obra – teve passagem rápida pelos cinemas brasileiros, e poucos puderam conferir a revolucionária peça de Sokurov. Finalmente lançado em dvd!
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